Salão Assyrio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Localizado no subsolo do Theatro Municipal, o Salão Assyrio abrigou, em décadas passadas, os primeiros grandes bailes de máscaras do Municipal.

 

Salão Assyrio em 1913

 

Ali funcionou também um cabaré – onde se apresentava Pixinguinha, acompanhado de seu legendário grupo Os Oito Batutas – e ainda o Museu do Theatro. Após a restauração ocorrida entre 1976 e 1978, o espaço retornou à sua atividade de restaurante.

Quem chega pela primeira vez ao restaurante Assyrio surpreende-se com a mudança brusca entre o estilo renascentista do Theatro e a inspiração do projeto decorativo deste salão, resultante de uma composição entre os estilos babilônico, assyrio e persa / remete à região da Babilônia e Assyria, onde é nítida a referência ao Palácio de Xerxes, em Persepolis (cerca de A.C, 485-465).

 

 

O espaço, com divisão em dois planos, possui o teto baixo, sustentado por colunas que terminam com cabeças de touro, em estilo persa.

As paredes do Salão, todas revestidas em cerâmica esmaltada, são decoradas por paineis de mosaico. Ali podemos apreciar a frisa dos leões e a rampa das escadas do palácio de Artaxerxes, assim como a frisa dos arqueiros, original da sala do trono de Dario I, e os enormes Kerub, seres alados, que guarnecem as escadas.

 

 

Há ainda, em paredes opostas, duas belíssimas fontes – a primeira representa o lendário herói Gilgamesh, rei da Suméria, que aparece asfixiando um leão em um alto-relevo, cujo original (Héros maîtrisant un lion) se encontra no Museu do Louvre, na França, sendo este o único detalhe puramente assírio da decoração; a segunda mostra o imperador Dario apunhalando um gênio do mal, inspirado na decoração de seu palácio, em Persépolis.

A evocação deste período histórico ganha destaque pelos espelhos engastados em bronze antigo e a iluminação efetuada por originalíssimas lâmpadas. Os lustres têm inspiração islâmica e as luminárias, nos espelhos entre as portas, são montadas sobre touros.
As portas do salão ganharam molduras de pedra gravadas com margaridas, a flor sagrada da Mesopotâmia.

 

Fonte: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Video: Givoa Brasil

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